quinta-feira, 6 de agosto de 2009

6º Encontro – 19/06 e 20/06 (4 horas)

TP4 – Unidade 15 – Mergulho no texto
Unidade 16 – A produção textual – Crenças,teorias e fazeres

Realizamos, aqui, a OFICINA 8 de maneira integral.

I – Na Unidade 15 compreendemos que, devido à complexidade do ato de ler, nós, professores, precisamos nos preocupar em oferecer aos nossos alunos procedimentos de leitura no sentido de ajudá-los a desenvolver as habilidades de compreensão, formulando adequadamente as perguntas sobre o texto para que eles cheguem a uma análise mais pertinente das respostas obtidas; mostrando como chegar à estrutura do texto e por fim facilitar a consecução de um dos objetivos mais importantes da leitura: o ler para aprender.Na Unidade 16 a preocupação é com o ensino da escrita que deve ser entendido como prática comunicativa precisando ser desenvolvido de maneira processual através de atividades que valorizem a produção de significados.Achamos pertinente a análise do “Ampliando nossas referências” que trouxe o texto Por que meu aluno não lê? De Ângela Kleiman (TP4 – p.147/148). Através desse texto os professores confirmaram que, muitas vezes,a leitura em sala de aula não envolve PRAZER, por isso é uma atividade árdua. E nossa missão é mudar essa situação utilizando-nos de novas práticas no estudo do texto.Antes de passarmos para a etapa seguinte, lemos e fizemos uma apreciação de textos extras que justificavam vários níveis de leitura de um texto para ratificar a complexidade do ato de ler e que os conhecimentos prévios interferem na produção de significado de um texto.

II – Apresentação dos “Avançando na prática”Os professores apresentaram, nesse momento, atividades variadas como interpretação de texto, ordenação de parágrafos, diário, cartão-postal. Entre elas, está a atividade abaixo cujo objetivo era escrever um cartão-postal para um amigo:




III- A atividade proposta pelo TP foi bem aceita pelos cursistas principalmente porque seu tema PROFISSÕES é sempre bem discutido com os alunos. Em sua análise viram que teriam um material muito rico para trabalhar em sala com o envolvimento de vários gêneros textuais como a propaganda e a carta. Eis uma das atividades apresentadas:





IV – A avaliação da oficina pelos cursistas foi positiva. Eles continuam vendo nos TPs e AAAs uma gama de possibilidades de trabalho com os textos.

V – Perguntas feitas aos cursistas: Em que momento, no estudo da linguagem, falamos em ESTILO? Como tornar um texto coerente? Essas são algumas das questões as quais discutiremos no próximo encontro.

PARA CASA: Estudo do TP5 (Unidades 17 e 18) com a realização de um “Avançando na prática”.

5º Encontro – 05/06 e 06/06 (4 horas)

TP4 - Unidade 13 – Leitura, escrita e cultura
Unidade 14 – O processo de leitura

Nesse encontro, realizamos a OFICINA 7 integralmente.

I- Iniciamos com a leitura do texto extra “Alfabetização e letramento” de Maria da Graça Costa Val. Na discussão do texto percebemos ter ficado bem claro que a Alfabetização diz respeito à compreensão e ao domínio do chamado “código” escrito e Letramento pode ser definido como o processo de inserção e participação na cultura escrita, ou seja, com o letramento, é dada ao indivíduo a possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita. E como conclusão temos que uma ação pedagógica mais adequada e produtiva é aquela que contempla, de maneira articulada e simultânea,a alfabetização e o letramento.A leitura do texto acima foi de suma importância para entendermos melhor a Unidade 13 do TP em estudo que mostra que quando trabalhamos a leitura e a escrita a partir de uma perspectiva do letramento, temos em vista um processo de ensino-aprendizagem que busca as questões culturais, situações sócio-comunicativas variadas e a necessidade de interação entre o conhecimento trazido por cada aluno e o conhecimento novo apresentado na escola e em outros lugares em que aprendemos a ler o mundo. A Unidade 14 chama a atenção para a importância da consideração dos objetivos e dos conhecimentos prévios, em cada ato de ler. Nosso desafio, enquanto professores, na escola, é ajudar os alunos a terem necessidade de ler, buscar com eles as razões verdadeiramente pessoais para saber alguma coisa, ou viver determinada experiência, por meio da leitura.

II- Apresentação dos “Avançando na prática”.
Como nesse mês acontecem Festas Juninas nas escolas, os professores, de uma maneira geral, deram preferência ao tema FESTAS, sugerido nas atividades das p. 41 e 50. Eis algumas das atividades apresentadas:






III- A atividade consiste na interpretação de texto e formulação de perguntas de interpretação para as turmas de 3º e 4º ciclos do TEXTO: “Cidadezinha Qualquer” de Carlos Drummond de Andrade (TP4 – p.97). Eis uma das atividades apresentadas:


IV- A avaliação dessa oficina foi positiva, principalmente porque para os cursistas o estudo do tópico teórico LETRAMENTO ajudou-os a esclarecer algumas dúvidas que eles tinham a esse respeito para dessa maneira enriquecerem seus trabalhos em sala de aula.

V- O que você espera de um estudo que se intitula “Mergulho no texto”? Às vezes você se faz a pergunta: Por que meu aluno não lê?

PARA CASA: Estudo do TP4 (Unidades 15 e 16) com a realização de um “Avançando na prática”


4º Encontro – 22/05 e 23/05 (4 horas)


TP3 – Unidade 11 – Tipos textuais
Unidade 12 – A inter-relação entre gêneros e tipos textuais
Nesse encontro realizamos a OFICINA 6 também de maneira integral (TP3 – Unidades 11 e 12).Porém, antes de iniciarmos as etapas, fizemos a leitura e uma breve discussão do texto reflexivo “A maior bronca que já levei”. Concluímos, a partir da discussão, que devemos mostrar ao nosso aluno a importância do estudo em sua vida; que na nossa vida há futuro e devemos pensar nele com carinho e seriedade porque o estudo é um meio de conseguirmos ter um futuro melhor, com mais conforto e tranquilidade. Eis o texto:

A maior bronca que já levei

Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu?Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei."Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou."Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dosalunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.O interessante é que esta percentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores.Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto ?

Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci.

Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto."


I- Leitura dos textos do TP em estudo (p.97- Iniciando nossa conversa e 129 a 132- Ampliando nossas referências, com a realização das tarefas). Esse momento foi importante para aprofundar os tópicos teóricos apresentados nessas unidades que são, na sua essência, os Tipos textuais.Chegou-se à conclusão de que os tipos realizam-se dentro dos gêneros e são limitados: narração, descrição, injunção, predição, dissertação (exposição e argumentação) e que um texto apresenta sequências tipológicas, visto que dentro de um mesmo texto podemos ter partes narrativas, descritivas etc. E o que caracterizará o tipo é a predominância de uma delas.“Temos que reconhecer que há sequências de enunciados que se estruturam linguisticamente de acordo com uma certa forma de organizar as informações no pensamento. Essa construção mais formal, mais teórica, definida pela natureza lingüística de sua composição, chamada tipo textual, integra o plano composicional dos gêneros e , serve, muitas vezes, para caracterizá-los.Assim, um gênero compõe-se de várias sequências tipológicas diferentes, e as variadas sequências tipológicas que compõem um gênero também podem ser muito heterogêneas, mas estão sempre muito interligadas, pois prestam-se à finalidade da realização desse gêneroÉ por um complexo de propriedades comunicativas, estilísticas e composicionais que distinguimos um gênero do outro, não apenas por uma delas. É na dimensão composicional que podem ser focalizadas as sequências tipológicas.” (p. 163 – TP3).

II- Apresentação dos “Avançando na prática”
A atividade mais desenvolvida pelos professores com os seus alunos foi a da p.109: Um jogo cujo objetivo final era escrever um texto descrevendo um objeto de grande valor pessoal. O desafio era dar o maior número de informações possíveis, mas identificá-lo apenas na última linha do texto. Segundo os professores essa atividade foi dinâmica e muito prazerosa para os alunos.


III- Atividade A:
Fizemos as atividades da p.105 e a da p.156. Alguns professores sentiram um pouco de dificuldade em localizar as partes narrativas, descritivas etc. dos textos. Primeiramente porque confessaram que não houve tempo para um estudo mais aprofundado das Unidades em casa e também por comprovarem que existem textos com uma grande variedade de tipos em apenas poucas linhas e só uma avaliação mais atenta faz com que distingamos cada um deles.

Atividade B:
O texto foi lido em voz alta por um cursista. Os professores adoraram o texto do Jô Soares.
Formamos dois grupos:
1- enumerar argumentos para que o texto seja considerado um exercício de redação escolar. Argumentos utilizados: correções feitas no texto; linguagem própria de adolescente/criança: por causa dele, doidinho, mudava, chamava ele, pra.
2- Enumerar argumentos que mostrem não se tratar de um exercício escolar. Argumentos utilizados: conhecimento do assunto.
Conclusão:
Não é um exercício de redação escolar pois há críticas maduras, ironias, conhecimento do assunto e também pelo local de sua origem (suporte): revista de circulação nacional e renomado humorista.
Esse texto apóia sua ironia na intertextualidade de gêneros. Daí a importância da definição de gênero de acordo com a situação sócio-comunicativa que gerou o texto, apesar das marcas de escolaridade e infantilidade.

ATIVIDADE EXTRA

Aproveitando um maior envolvimento dos professores com os tópicos teóricos discutidos, fizemos uma atividade extra: RETEXTUALIZAÇÃO DE GÊNEROS ESCRITOS

Com a análise desses textos, pudemos perceber como um gênero se vale de outro para comunicar sua intencionalidade. É o que chamamos de intertextualidade entre gêneros (Estudo da Unidade 12 seção 3). Ou melhor, características de um gênero podem ser “transportadas”, podem “migrar” para outro para atender a uma finalidade comunicativa.
Luiz Antônio Marcuschi em seu livro Produção textual, análise de gêneros e compreensão da editora Parábola trata desse fenômeno utilizando a nomenclatura intergenericidade “hibridização ou mescla de gêneros em que um gênero assume a função de outro.”(p.165)

IV- Nesse momento, os professores fizeram um DESABAFO: a falta de tempo está dificultando um pouco a realização das tarefas – tanto de estudo quanto das atividades com os alunos. Um tanto previsível se levarmos em conta a jornada de trabalho dos professores hoje em dia. Inclusive, houve desistências iniciais por esse motivo; o bom é que a grande maioria resolveu continuar por perceber a importância do programa. Foi sugerido que os professores criassem um hábito de estudo e trabalho com o GESTAR para fazê-lo funcionar nas suas aulas. Esperamos uma melhor adaptação para os próximos encontros.

V- A pergunta foi: Qual a diferença entre Letramento e Alfabetização? A maioria já tinha algum conhecimento sobre o assunto mas ansiavam por maiores informações. Aguardem o próximo encontro! Esse será o nosso estudo.

PARA CASA: Estudo do TP 4 (Unidades 13 e 14) com a realização de um “Avançando na prática”


terça-feira, 28 de julho de 2009

3º Encontro – 08/05 e 09/05 (4 horas)

O que são as OFICINAS?

São os encontros presenciais com duração de 4 horas.

Possuem uma sequência de atividades e instruções a serem desenvolvidas, ora individualmente, ora em pequenos grupos. Acontecem após o estudo em casa de duas unidades dos TPs.

ETAPAS:
Parte I – Comentários e sugestões a respeito dos assuntos e atividades focalizados nas duas unidades estudadas.

Parte II – Relato de experiência

Apresentação do “Avançando na prática” ( com a entrega de um relatório por escrito): uma atividade desenvolvida pelo professor com os seus alunos.

Parte III – Desenvolvimento de uma atividade pelos cursistas.

Parte IV – Avaliação da oficina e retomada dos objetivos de aprendizagem.

Parte V – Introdução das novas unidades com perguntas instigadoras.

Nesse encontro foi realizada a Oficina 5 integralmente (TP3 – Unidades 9 e 10)

Unidade 9 - Gêneros textuais: do intuitivo ao sistematizado

Unidade 10 - Trabalhando com gêneros textuais

I- Essas unidades tratam dos Gêneros textuais. Fizemos seu estudo no último encontro e agora

reforçamos esse tópico colocando em relevância seu conceito:

GÊNERO TEXTUAL:”conjunto de características que os textos, orais ou escritos, apresentam em relação ao contexto em que são usados.”

Concluímos que a identificação e consequente classificação de um gênero resulta de um “jogo de fatores linguísticos e sociais” utilizado pelos interlocutores. A sua classificação leva sempre em conta a finalidade para a qual o texto é construído (finalidade sócio-comunicativa). A classificação dos gêneros é praticamente ilimitada e podemos citar como exemplos a carta pessoal ou comercial, o poema, a receita, a fábula, a crônica entre outros.

II- Apresentação dos “Avançando na prática”:

Quase que por unanimidade os professores optaram pela tarefa referente ao gênero BIOGRAFIA sugerida na p. 25 do TP em estudo.

A partir dos relatórios, chegou-se à conclusão de que as tarefas foram muito prazerosas tanto para os alunos quanto para os professores. Esses puderam com a BIOGRAFIA conhecer melhor a vida e os gostos dos seus estudantes.

III- Trabalhamos em grupo a atividade das p.192 e 193.

Nesse momento os cursistas sempre preparam atividades a partir do material sugerido pelo TP; atividades essas que poderão ser desenvolvidas com os seus alunos e que se baseiam no estudo teórico feito no TP. No caso, aqui, foram atividades de leitura, interpretação e produção de textos visando à análise, caracterização e classificação dos gêneros textuais que os exemplos realizam. Houve atividades com ambos os textos(Texto1 e Texto2) e foram bem produtivas.

IV- A avaliação da oficina foi muito positiva. Os professores gostaram muito das etapas e ressaltaram como diferencial a troca de experiências provocada pelos “Avançando na prática”. Mostraram-se animados para o próximo encontro.

V- Fizemos uma breve discussão sobre o que seria TIPO TEXTUAL e se havia diferença entre Gênero e Tipo. Alguns professores tiveram dúvidas e sinalizamos que essa seria a principal questão a ser analisada no próximo encontro.

PARA CASA: Estudo do TP3 (Unidades 11 e 12) com a realização de um “Avançando na prática”.

2º Encontro: 24/04 e 25/04 (4 horas)


Nesse encontro, primeiramente, fizemos alguns esclarecimentos sobre as dúvidas surgidas após a leitura do Guia Geral.

Em seguida, os cursistas leram suas respostas às questões da p. 13 do Guia Geral:

  1. O que você espera do Gestar II como programa de formação continuada em serviço?
  2. Em que ele pode ajudar na sua formação como educador?

Conclusão: todos os professores, sem exceção, mostraram-se ávidos por mudanças e novidades para a sua prática em sala de aula. Na sua maioria, não estudavam há algum tempo e viram neste programa um caminho para melhorar suas aulas através do trabalho constante com o TEXTO.

No terceiro momento, foi feito o estudo do TP3 (Unidades 9 e 10) de maneira presencial, explicando como fazer com seus alunos os “Avançando na prática”. Fizemos assim para dar mais segurança aos professores de quais seriam os seus passos seguintes durante todo o programa.

PARA CASA: realização de um “Avançando na prática” das unidades estudadas.


Considerações Iniciais - 1º Encontro - Aula Inaugural

Após a nossa formação inicial, feita em março, viemos para São Gonçalo organizarmos o início do GESTAR II. Toda a equipe se organizou para fazer o material de divulgação: folder, fichas de inscrição e nossa coordenadora logo os enviou para as escolas, mas demoramos um pouco para começarmos os encontros pois havia poucos professores inscritos e achamos uma pena que mais professores não aproveitassem essa chance real de formação continuada. Foi feita uma corrida às escolas para motivar os professores e conseguimos, enfim, um número considerado satisfatório e assim começamos.

As escolas-sede dos encontros nos receberam muito bem e tivemos apoio da Secretaria de Educação quanto à disponibilidade de material necessário para a realização das aulas.

Estou com um total de 25 cursistas divididos em dois horários distintos: 6ª feira à tarde (de 13h às 17h) e sábado pela manhã (de 8h às 12h). Este critério foi adotado em função da disponibilidade de tempo dos professores.

1º Encontro - AULA INAUGURAL – 18/04 (8 horas)

Aconteceu na Escola Municipal Presidente Castelo Branco, das 8h às 17h. Estavam presentes a Coordenadora do programa no município, professora Herika Bastos de Medeiros e as duas formadoras de Língua Portuguesa (Denise Assumpção e Marise Mattos). Os professores foram recebidos no áudio-visual onde houve a apresentação da equipe e do programa. Apresentamos um vídeo (animação) como primeiro momento motivacional: “Quem mexeu no meu queijo?” baseado no livro homônimo do Dr. Spencer Jonhson. Fizemos uma breve discussão na qual analisamos os pontos relevantes do filme em consonância com a proposta do Gestar. Nesse momento alguns professores expuseram seus medos e ansiedades com relação às mudanças em suas práticas pedagógicas, pontuando que eles esperam que o Gestar seja , justamente, um meio para tentarem aperfeiçoar, melhorar suas aulas para um melhor desempenho de seus alunos.

Em seguida, fizemos alguns esclarecimentos sobre o programa: carga horária, material, avaliação entre outros pontos. Paramos para o almoço.

Ao voltarmos, fizemos uma dinâmica sobre os marcos profissionais de todos nós e sinalizamos que essas reflexões fariam parte de um de nossos registros escritos: o memorial. Em seguida, cada grupo reuniu-se com a sua formadora, o material foi entregue e brevemente analisado. Fizemos a leitura de um texto reflexivo: “Mudar é possível” (I Ching, Hexagrama 49) e outra dinâmica “ As mãos da mudança” onde foi colocado numa cartolina, em uma palavra, o que seria necessário para que sua mudança ocorresse no campo profissional. Discutimos as sugestões de palavras e, desta forma, o grupo apresentou-se muito motivado em repensar suas ações na sala de aula. Finalmente, passamos a data do próximo encontro e pedimos a leitura do Guia Geral com a realização por escrito da atividade da p. 13 para que ficassem registradas as expectativas dos professores cursistas em relação ao Gestar II e que trouxessem também o TP3 para estudo. E, assim, nos despedimos: motivados para o próximo encontro.






APRECIAÇÃO CRÍTICA


Vídeo: “Quem mexeu no meu queijo” (Dr. Spencer Johnson)

A palavra-chave do vídeo é MUDANÇA. Sua idéia baseia-se na resistência que as pessoas têm em relação a ela. É muito difícil mudar; aquilo que está preparado, pronto é muito mais confortável. Mas, se você encontra-se sem saída, se as coisas ao seu redor estão mudando, o que fazer? “SE VOCÊ NÃO MUDAR, MORRERÁ”. Se aquilo que está próximo a você, que te sustenta, acaba(queijo), você deve procurar novas maneiras de consegui-lo para poder alimentar-se e sobreviver.

Adaptando tudo isso a nossa realidade profissional, as mudanças estão ocorrendo na área da Educação e devemos voltar nosso olhar para elas.

Assim, se você tem alguma resistência à mudança, sugiro que assista ao vídeo, APRECIE A MUDANÇA, pode ser fundamental para o seu desempenho pessoal e profissional. Afinal, nós, professores não podemos e nem devemos morrer, jamais!!!

Registro reflexivo das 40 horas de formação inicial

Como cheguei ao GESTAR II?

Tudo começou através de uma indicação da direção da minha escola junto à Secretaria de Educação ( final do ano de 2008). Objetivo: participarmos de um encontro regional de professores em 2009 e sermos responsáveis por passar as informações desse encontro para os outros professores da Rede. Aceitei o convite pois ansiava por algo diferente fora das paredes da escola.
Nesse momento, só sabia o nome do programa: GESTAR II.
FORMAÇÃO INICIAL
Em março de 2009 recebi um telefonema informando sobre o início dos encontros e o local: 09/03/09 em Niterói (Instituto Uni La Salle).

A minha expectativa era muito positiva e a aula inaugural me animou ainda mais com a fala dos componentes da mesa: senti comprometimento dos participantes (uma representante da UNDIME, da UNB e do MEC-RJ). Foi-nos passado um vídeo também muito interessante: “O saber e o sabor”(realização da TV Escola) onde os pensamentos são totalmente compartilhados!

Foi importante saber que o GESTAR II é um programa de formação continuada em serviço e de âmbito nacional. São pontos que, ao meu ver, dão maior credibilidade e sustentabilidade ao programa.

A FORMADORA: O encontro com a formadora Keyla no primeiro dia foi receptivo de ambas as partes (“nós nos recebemos muito bem”). Ela nos passou tranquilidade e confiança durante toda a semana, conseguindo contornar a nossa ansiedade e nos preparando para o momento de estarmos com os nossos professores cursistas.

A professora Keyla e eu, Marise.

A TURMA: Éramos professores de localidades diferentes com realidades bem distintas e nesse sentido a troca de experiências tornou-se bastante produtiva. Nossas mentes fervilhavam! Estávamos vivos e motivados!


MOMENTOS INESQUECÍVEIS:
1) A exibição do filme: “Os narradores de Javé” – filme brasileiro (2003) - direção de Eliane Caffé.

Esse filme foi apresentado para discutirmos melhor o ponto teórico: “LETRAMENTO/ALFABETIZAÇÃO”. Nele vemos, claramente, que, nós, brasileiros, somos um povo com uma diversidade cultural muito grande e que temos, ainda, comunidades basicamente orais, situação que traz como consequência a falta de autonomia para defender o seu espaço na terra e a sua importância como cidadão. No filme, por falta de letramento , a comunidade precisou de um mediador (escriba) para que sua terra não fosse tirada dela. Vejamos o que diz o TP4 na p.14:

“(...). Quem domina a escrita domina um código complexo que compõe formas de comunicação diferentes daquelas utilizadas na oralidade.(...), a pessoa passa a não depender, necessariamente, ao menos na maioria das situações de nossa cultura, de um interlocutor fisicamente presente. Não depende também de um mediador que ajude em situações em que o leitor precise utilizar ou encontrar informações que estejam codificadas em sistema gráfico, mediando, portanto, o aprendizado autônomo.”

Assim, através do filme entendemos a importância do LETRAMENTO para o homem (enquanto membro de uma sociedade, participante de uma cultura e enquanto CIDADÃO) visto que é letrado aquele que utiliza a leitura e a escrita como práticas sociais.


2) A AVALIAÇÃO dessa formação inicial (13/03/09)

Houve três momentos: no primeiro, nós avaliamos o encontro em Que bom... Que pena...e Que tal... ; no segundo , colocamos em uma árvore uma palavra que levaríamos para os nossos professores cursistas como mudança, paixão, motivação entre outras. A minha palavra foi MUDANÇA.

E, num terceiro momento, a professora Keyla leu para nós um livro: “Gente que mora dentro da gente” de Jonas Ribeiro e que nos fez refletir sobre a importância de estarmos próximos a pessoas que podem fazer a diferença em nossas vidas. Enfim, fizemos um lanche coletivo e nos despedimos animados para começarmos o nosso trabalho. Minha avaliação foi completamente positiva, pois a motivação foi total no sentido de levarmos novidades para os professores com o objetivo de melhorar suas práticas pedagógicas através do trabalho constante com o texto.